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7 indícios de que o pai de primeira viagem não está lidando bem com a paternidade

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Embora possa parecer um momento incrível e de muita tranquilidade, quando olhado de perto, a chegada de um bebê é cheia de desafios. Além da adaptação do bebê àquele novo ambiente e da mãe ao novo ser completamente dependente dela, ainda existe a ambientação do pai, que precisa compreender que, principalmente nos primeiros meses, toda a lógica da família é alterada. No entanto, de acordo com a psicóloga clínica Cynthia Boscovich, existem homens que, mesmo sem querer, encontram dificuldades para se adaptar a este momento e apresentam sintomas prejudiciais a família e a si.

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Família com um novo bebê

Segundo a especialista, quando fala-se de família é essencial relembrar que elas podem ter diversas configurações – casais separados ou que moram em casas diferentes, pai ou mãe independentes e casais homossexuais, por exemplo. No entanto, as dificuldades de adaptação podem ser sentidas por qualquer outra pessoa que ocupe função ou papel social semelhante ao de pai.

Paternidade

A chegada de um novo filho requer da mãe um envolvimento completo que muitas vezes, nos primeiros meses de vida, não permite a entrada de outras pessoas. De acordo com a psicóloga, é neste momento que alguns pais, mesmo amando seu filho e sua companheira, podem, inconscientemente ou não, encontrar dificuldades e se ressentir com a situação.

Segundo Cynthia, para resolver o problema é necessário estar atento aos sentimentos e reações dele. "A relação com o bebê pode mobilizar questões inconscientes primitivas do homem que talvez não sejam percebidas e necessitem da ajuda de terceiros, pois aparecem de forma indireta e confusa", explica.

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Crédito: Thinkstock
  • Irritabilidade com o bebê
  • Irritabilidade com a mãe
  • Descaso com o bebê
  • Descaso com a mãe
  • Hipersensibilidade
  • Choro fácil e frequente
  • Tristeza profunda

Solução

Para a psicóloga, é essencial que, antes do nascimento, a família se prepare para as mudanças naturais e obrigatórias que acontecerão, além de estarem, após o nascimento, atento ao que isso pode provocar.

Ao perceber esses sinais ou alterações que influenciam no convívio da família, mesmo que elas não sejam propositais, é necessário dialogar e buscar orientação profissional. "Nem sempre é o homem que consegue perceber o que está passando consigo. Por isso, às vezes é a mulher ou outros familiares que precisam buscar ajuda para que, indiretamente, ele possa se sensibilizar ao tratamento", recomenda a profissional.