Modo como filhinho de Priscila Fantin lida com preconceito é exemplar

Muitas vezes, as crianças surpreendem os pais com tiradas bem inteligentes e cheias de sabedoria. O filho de 5 anos da atriz Priscila Fantin, Romeo, deu um show ao lidar muito bem com o preconceito que sofre por ter cabelos compridos, uma característica socialmente associada a meninas. Ela contou como o pequeno responde àqueles que acham que ele é menina só pelo fato de deixar os fios crescerem e também mostrou o quanto é importante os adultos darem apoio às decisões das crianças. Confira a história completa a seguir.

Filho de atriz lida com preconceito

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Priscila Fantin contou durante participação no programa Encontro, de Fátima Bernardes, na TV Globo, que perguntou ao filho se ele sofria por ter cabelos compridos e ser confundido com uma menina.

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“O cabelo dele está enorme! E ele continua sem querer cortar. Outro dia, conversei com ele para entender se ele sofria, porque muita gente pergunta se ele é uma menina. Queria saber se ele ficava chateado. Ele disse que sim”, comentou a atriz. “Aí, perguntei se ele preferia cortar o cabelo para não acharem isso ou tentar entender que algumas pessoas são bobas. E ele me disse: 'É, mãe, são pessoas bobas. Não quero cortar o cabelo'. A sociedade é assim, não tem jeito. Se ele quiser, corto”.

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Como lidar com preconceito na infância

É fato que qualquer manifestação de preconceito, que cerceie a liberdade de alguém, pode afetar a vítima de muitas formas, inclusive psicológica e emocionalmente. 

No caso do filho da atriz, as opiniões sobre o cabelo de Romeo são baseadas em um preconceito de gênero – mesma lógica que se usa para dividir brinquedos “de menina” e “de menino”. “Essa diferença só existe na cabeça dos adultos”, afirma a psicopedagoga Michelle Pereira de Moraes Leite.

Na infância, quando o indivíduo ainda está em formação, a imposição de padrões estéticos e comportamentais pode fazer com que ele se torne inseguro em relação à sua autoimagem. Por isso, o bullying praticado por coleguinhas da escola e as opiniões de adultos sobre a imagem da criança devem ser repreendidos e discutidos com o pequeno, considerando os impactos em sua vida. 

Dessa forma, é importante que os pais ou algum adulto próximo à criança que sofre preconceito conversem com ela, para saber como ela se sente ao ouvir expressões preconceituosas. Se você notar que seu filho tem ficado triste ou retraído por conta das opiniões, busque ajuda profissional, com um psicólogo ou psicopedagogo. 

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