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Como lidar com uma crise de birra

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Marianna Feiteiro

Do Bolsa de Bebê

Você está passeando pelo shopping com o seu filho quando vocês passam na frente de uma loja de brinquedos. Os olhinhos dele brilham e ele começa a pedir para que você compre um brinquedo para ele. Você diz não e, dentro de alguns segundos, começa o berreiro. Ele grita, chora, esperneia, faz o maior escarcéu, e você, morrendo de vergonha, não sabe como agir.

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A cena descrita acima é mais do que recorrente, e, com certeza, todos os pais já vivenciaram ou ao menos presenciaram algo parecido. Lidar com uma criança que está fazendo birra é muito delicado. Isso porque o modo como os pais enfrentam a situação podem definir o comportamento dela no futuro, determinando se ela será uma pessoa mimada, que não aceita não como resposta, ou realista, preparada para a vida.

"O ‘não’ é o primeiro organizador psíquico da criança e é algo muito importante tanto para ela, quanto para os pais. Para os pais porque vai tornar a vida deles mais fácil, e para a criança porque ela tem de ser preparada para a vida e precisa colher os frutos de uma boa educação", esclarece a psicóloga Elizabeth Monteiro, autora do livro "Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz".

De acordo com ela, o importante, durante uma crise de birra, é manter a postura firme e não ceder à pressão da criança – ou, em outras palavras, ignorar a cena. "A criança manipula os pais desde pequena, e a birra é uma forma de chamar atenção para conseguir o que quer. Ela começa por volta dos 18 meses de vida. Muitas vezes, quando acontece em um local público, os pais têm medo de incomodar os outros e acabam cedendo. Mas não se pode ter vergonha de criar os filhos", discorre a especialista.

Ela explica que, assim como qualquer comportamento, a birra é apreendida. "Se aquilo deu ibope, seu filho vai repetir, seja algo positivo ou negativo", diz. A orientação é observar de longe, já que algumas crianças podem se debater no chão e até se machucar, mas sem intervir. Quando a criança se acalmar, ponha ela no colo e converse. Explique que desta forma ela não vai conseguir o que quer e que da próxima vez que ela fizer isso, vocês irão embora do local na mesma hora. "Mas tem de cumprir", enfatiza a psicóloga. "Da próxima vez que você for sair, explique que ela não vai junto porque não soube se comportar da última vez. Ou então dê uma nova chance e diga ‘vamos ver se você aprendeu’. Se ela se comportar, merece um elogio, um festejo", orienta.