mulher

Coçar as picadas de insetos pode levar a infecções

picada inseto bebe2
picada-inseto-bebe

Mariana Bueno

Do Bolsa de Bebê

Com o clima muito quente e também com  o excesso de  chuva, fica difícil escapar dos insetos. O incômodo pode ser ainda maior para as crianças, que têm a pele mais sensível e, por isso, sofrem mais com as picadas e coceiras. "Por usarem menos roupas, acabam também ficando mais expostas às picadas.  Além disso, alguns insetos têm o sobrevoo  baixo, facilitando o contato com as crianças", explica o médico imunologista e alergista Marcelo Bossois, idealizador do projeto Brasil Sem Alergia, que oferece gratuitamente a realização de procedimentos de combate, controle e prevenção dos mais variados tipos de processos alérgicos e doenças ligadas ao sistema imunológico.

Leia também:

Conheça as principais doenças de pele do bebê

Aos seis meses, bebês precisam de protetor solar

Ele diz ainda que as  lesões a picada de insetos nos pequenos é mais evidente, visto que eles não têm o mesmo autocontrole do  adulto de evitar o coçar. Se as picadas vão ou não causar alergias, vai depender da pré-disposição hereditária de cada criança. "O ato de coçar leva os germes de pele para dentro do organismo e podem causar doenças locais infecciosas graves. A pele é um 'muro' protetor do nosso corpo e, caso haja alguma falha nessa proteção, os agentes agressores entram e colonizam a região com mais facilidade", afirma. Como controlar a vontade de coçar das crianças é tarefa difícil, a dica é que os pais deixem as unhas dos filhos sempre limpas e mantenham o local atingido pela picada sempre higienizado, para que os possíveis danos sejam minimizados.

Para evitar a vermelhidão e a coceira depois que a picada já tiver ocorrido, existem alguns  géiscalmantes que diminuem a reação inflamatória. Caso complique, é necessário procurar um médico, que poderá prescrever antialérgicos e antibióticos para que não evolua para doenças infecciosas mais severas.

A melhor forma de prevenção são os repelentes, mas o médico recomenda que sejam naturais, como a vela de andiroba e a de citronela. Segundo ele, o óleo de citronela também ajuda a repelir os insetos, assim como repelentes eletrônicos. Repelentes sintéticos devem ser evitados para que os mesmos não induzam a um outro tipo de alergia, a respiratória.

Outra possibilidade são os tratamentos com vacinas, que podem ser iniciados a partir dos dois anos. "Quanto mais cedo se iniciar, mais rápida vai ser a melhora do quadro clinico e menor o risco de complicações. Isso não vai evitar que os insetos piquem, mas fará uma dessensibilização da reação inflamatória da picada do inseto, fazendo que a ferida não progrida, não coce e não arda. Dessa forma, as lesões não aumentariam de tamanho, ficando somente um pequeno ponto", recomenda.