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Vacinação: as 9 dúvidas mais comuns

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A Organização das Nações Unidas (ONU), afirma em dados oficiais que a vacinação é responsável por evitar cerca de 3 milhões de mortes anuais em todo o mundo e, apesar disso, estima-se que 22 milhões de crianças ainda não sejam vacinadas contra doenças graves que podem se manifestar em todas as fases da vida.

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O infecto-pediatra Marco Aurélio Sáfadi esclarece as principais dúvidas e os mitos que cercam o tema.

Dúvidas sobre vacina 

1 – As vacinas protegem apenas as crianças.

Mito. A imunização começa na infância, mas é um processo que deve seguir em todas as fases da vida, inclusive na terceira idade. Desta forma, é possível prevenir doenças que podem deixar sequelas ou até mesmo levar à morte.

2 – Uma vez vacinado, a pessoa está protegida por toda a vida contra aquela doença específica.

Mito. Algumas vacinas exigem doses de reforço, sem as quais a eficácia fica comprometida. O ideal é ter atenção às doses subsequentes, pois elas vão assegurar a manutenção e eficácia de proteção.

3- Seguir a carteira de vacinação da infância à fase adulta é sinônimo de proteção contra o aparecimento de várias doenças.

Verdade. Os benefícios da imunização vão além da prevenção de enfermidades graves. O câncer do colo do útero, segundo mais prevalente entre as mulheres, perdendo apenas para o de mama, pode ser prevenido com vacinação contra o HPV.

 4 - Os prematuros não podem receber vacinas.

Mito. A imunização adequada para a criança prematura, que está mais suscetível a problemas de saúde, protege, por exemplo, contra doenças respiratórias importantes e garantem a saúde do bebê.

5 – Pessoas que trabalham em segmentos de risco têm um calendário de vacinação específico.

Verdade. O calendário ocupacional é recomendado para vários profissionais, como médicos, enfermeiros, veterinários, garçons, guias de turismo, mergulhadores e salva-vidas.

 6 – Manter a carteira de vacinação em dia garante proteção na hora de viajar para o exterior. 

Verdade. Algumas vacinas específicas são obrigatórias e recomendadas pela OMS para quem vai viajar para determinadas regiões. Assim que o destino for conhecido, o ideal é a pessoa se informar, com a maior antecedência possível, sobre as exigências de vacinação do local visitado.

7 – A tríplice bacteriana protege o bebê contra mais de um tipo de doença.

Verdade. Chamada de vacina combinada, este tipo de imunização protege o bebê contra coqueluche, tétano e difteria. Os pais devem estar atentos às doses subsequentes da tríplice, que devem ser feitas com quatro e seis meses. O primeiro reforço entre 15 e 18 meses e o segundo reforço entre quatro e seis anos.

8 – A vacina de gripe do ano passado garante proteção para este ano.

Mito. A imunização contra a gripe dura até oito meses e demora cerca de 15 dias para conferir proteção. Além disso, como o vírus da gripe pode sofrer mutações de um ano para outro, as vacinas são produzidas todo ano de acordo com estas modificações do vírus.

9 – Pais ou cuidadores são os principais agentes transmissores de doenças às crianças.

Verdade. Isso ocorre, por exemplo, com a coqueluche, infecção respiratória transmissível pela fala, tosse ou espirro. Para as crianças, a primeira dose da vacina é recomendada aos dois meses de vida, mas, visando garantir a saúde do bebê, as gestantes passaram a ter direito à imunização gratuita, o que garante a transmissão de anticorpos protetores da mãe para o filho.

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