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Chupeta: prós e contras

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Mariana Bueno

Do Bolsa de Bebê

Quem tem ou já teve um bebê em casa sabe bem que, quando eles começam a chorar demais, começa também um desespero dos adultos para tentar acalmá-los. E muitas vezes os carinhos e o colo dos pais não são suficientes. É então que entra em cena a chupeta, vista como uma das alternativas mais eficazes, já que sugar é a forma que os bebês têm de se acalmarem. Na fase oral, época em que a criança descobre o mundo por meio da boca e que vai até os dois anos, todo o desenvolvimento está voltado para a região oral, por isso o seio da mãe funciona também como um conforto emocional, sensação que também pode ser obtida com a chupeta.

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O ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, integrante da equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial, explica que a chupeta realmente acalma, tanto que em inglês seu nome é 'pacifier' (pacificador). "O ato de sugar a chupeta ou a mamadeira, assim como o bico do seio da mãe ou o dedo, está associado à necessidade de satisfação afetiva, de segurança e de sucção da fase oral ", explica.

Mas é preciso cuidado e atenção para que o uso da chupeta não se transforme em hábito, pois isso pode gerar consequências negativas para a saúde da criança. A chupeta não deve ser deixada ao alcance delas e deve ser oferecida apenas nos momentos em que ela estiver inquieta. Até os três anos de idade isso é absolutamente normal. Depois desta idade, deve ser removida gradualmente, podendo se estender no máximo até os seis anos.

Köhler ressalta também que chupar os dedos pode ser ainda mais danoso do que a chupeta. "Os dedos estão sempre disponíveis e exercem força contra os dentes, ocasionando defeitos na formação da arcada dentária superior (situada no osso maxilar) e projetando os dentes superiores", esclarece.

Os principais problemas causados são: alterações na arcada dentária, mastigação, deglutição, respiração, comunicação verbal, articulações, músculos da face e deformações nos ossos do rosto. Os efeitos dependem da frequência, duração e da intensidade do hábito. É claro que o ideal é evitar que a criança atinja esse quadro. Mas caso ocorra, são danos reversíveis e totalmente possíveis de serem tratados. "Assim que as alterações forem percebidas é necessário fazer o acompanhamento com um ortodontista pediátrico ou ortopedista facial. As consultas podem ter início a partir dos três ou quatro anos de idade ou mesmo antes, se necessário. O tratamento precoce minimiza os malefícios à saúde e é capaz de redirecionar o crescimento incorreto dos dentes, das arcadas dentárias e dos ossos da face", orienta.

O momento que exige mais atenção dos pais é a hora de tirar de vez a chupeta da vida das crianças. Atitudes comuns, como colocar sabores ruins ou propor a troca por presentes, não devem acontecer. A principal dica é conversar e explicar a ela que não é algo bom, já que o uso da chupeta é um problema de comportamento. "Essa fase deve ser gradual, de preferência com acompanhamento pediátrico e, se necessário, até mesmo psicológico", finaliza Köhler.