Síndrome de Down: estímulo é essencial para superar limitações

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Marina Lopes

Do Bolsa de Bebê

Síndrome de Down é uma alteração genética causada por um erro na divisão do cromossomo 21. Ao invés de se organizar em par, como os demais cromossomos, ele se organiza em trio. As pessoas com esse excesso de material genético têm características especiais e muito potencial para desenvolver suas habilidades. O segredo para que eles consigam fazer tudo? Estímulo.

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De acordo com a geneticista Fabíola Paoli, doença não é o termo mais adequado para se referir à síndrome de down. "Não falamos em doença porque doença é algo que se trata, como uma infecção. A síndrome é uma condição genética", diz a profissional do Ambulatório de Diagnóstico da APAE de São Paulo.

Sintomas

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]]Dificuldade intelectual pode melhorar com o estímulo correto. Crédito: Thinkstock

Olhos oblíquos, rosto arredondado, mãos pequenas e dedos curtos, tônus muscular reduzido, dificuldade motora e de dicção e deficiência intelectual são os principais sintomas da síndrome. É importante ressaltar que essas características variam de pessoa para pessoa e podem ser leves em umas e acentuadas em outras.

Apesar dessas distinções, a geneticista afirma que não existem graus diferentes da SD. "Todas as pessoas com SD têm a mesma alteração: um cromossomo 21 a mais nas células do corpo. O ponto é que nem todas se desenvolvem da mesma maneira. O estímulo recebido durante os primeiros anos de vida é crucial para o desenvolvimento motor e intelectual", explica.

Tratamento

[[{"fid":"","view_mode":"default","fields":{"format":"default","field_file_image_description[und][0][value]":""},"type":"media","link_text":null,"attributes":{}}]]Pessoas com a síndrome costumam ser muito carinhosas. Crédito: Thinkstock

Com o tratamento correto, é possível garantir mais qualidade de vida às pessoas com a síndrome. "A estimulação vem antes de qualquer coisa, até mesmo do diagnóstico preciso", diz a especialista. O acompanhamento multiprofissional com fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais logo nos primeiros meses de vida é fundamental para que elas se desenvolvam e tenham uma vida normal.

Esse estímulo também inclui terapias alternativas, como a hidroterapia e a equoterapia. O mais importante é que ele seja continuo e duradouro. Segundo a especialista, crianças com down podem frequentar escolas regulares. Interagir com crianças diferentes é uma forma de estímulo. O ideal é que todo o trabalho seja feito com acompanhamento pedagógico e psicológico.

Problemas associados à síndrome de down

Além de apresentarem deficiência intelectual, as pessoas com síndrome de Down estão mais propensas a terem malformação no trato urinário e gastrointestinal, instabilidade craniocervical e desenvolverem câncer no sangue. "Cerca de metade das pessoas com SD nasce com problemas cardíacos, que são diagnosticados bem cedo. Outra característica é o sistema imunológico enfraquecido. Gripes e doenças simples merecem cuidados especiais quando afetam esse grupo", afirma a geneticista.