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Namoro à moda antiga > Namoro à moda antiga

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Antigamente, namoro era no sofá da sala sob a supervisão dos pais. A moça tinha horário certo para voltar do baile, para onde só podia ir acompanhada do irmão mais velho. Em muitos casos, beijo na boca era só depois do casamento. Hoje em dia, quanta diferença: os namorados podem passar a noite juntos e pode rolar sexo logo no primeiro encontro. Tanta liberdade ajuda ou atrapalha?

Par constante

Na época da avó da jornalista Juliana, a boa da night era ir para o clube onde rolavam os bailes: "Minha avó conta que colocava seu melhor vestido rodado e esperava que um rapaz a tirasse para dançar. Se os dois se interessassem um pelo outro e continuassem dançando, viravam um par constante". Ju adora conversar sobre o tema com a senhorinha, que lembra a dificuldade de namorar. "O irmão mais velho ficava de olho. Quando ela arrumava um par constante, ele queria ir embora do baile e levá-la junto", diz a jornalista, que não teria nascido se a avó não tivesse enganado o irmão e conhecido o homem com quem veio a se casar. "A vovó fala que naquele tempo o ritmo era lento, com muito mais romantismo e respeito".

Nos dias de hoje, a história é outra. Em uma micareta, tem gente que beija dezenas de pessoas por noite. Se bobear, o ano inteiro vira um carnaval fora de época: todo mundo fica com todo mundo. A usuária da rede social do Bolsa de Mulher Pedrita acha que essa facilidade modificou o comportamento dos homens. "Depois que apareceu essa moda de 'ficante', muitos só querem ficar e não querem compromisso sério com as gurias", reclama ela, que diz dar valor aos homens que querem namorar sério, à moda antiga.

Difícil x liberal

A usuária do Bolsa Vi de Assis pensa que este é um assunto bem delicado. "Hoje é inconcebível pensar em um relacionamento amoroso sem sexo", diz ela, que se sente em uma tremenda saia justa quando conhece alguém novo. "Nunca sei a diferença ou a linha tênue. Se dou uma de difícil, o camarada só espera o momento certo para dar o bote e pular fora. Se sou um pouco liberal, fica na fase do 'vamos provar tudo' e depois acontece aquele esfriamento, sumiço e, o que é pior, nem o celular ele atende mais".

Na velocidade em que tudo acontece agora, parece que não dá mais tempos para uma coisa que as mulheres adoram: o romantismo. Para a usuária T. Pacheco, antigamente o homem era mais sedutor. "Não tinha essa de só ficar, só sexo. Hoje, com os valores mudados, eles acham que podem ter toda e qualquer mulher que quiserem num estalar de dedos", diz ela.

VEJA AQUI UMA CRONOLOGIA DO NAMORO DESDE O SÉCULO 19