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Você NUNCA mais vai querer usar a ‘soneca’ do seu celular; descubra o porquê

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O celular desperta e aí você pensa: “só mais 5 minutinhos” e aperta o botão de uma das funções do celular mais utilizadas, às vezes odiada, às vezes amada. A luta é árdua para acabar com um ciclo que pode se tornar interminável por causa da soneca.

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Mas seja firme, porque segundo um estudo do Centro de Soluções do Sono dos Estados Unidos, publicado pelo Instituto Nacional de Saúde, usar a soneca pode ser um dos recursos tecnológicos mais destruidores para o seu organismo.

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Um dos problemas é justamente o alarme interromper o ciclo de sono do corpo e bagunçar as funções do seu organismo. É como se seu corpo ainda não tivesse pronto para ser ligado novamente, mas estivesse sendo obrigado. Isso pode ser amenizado se a pessoa conseguir manter um ritmo de sono regular, porque o corpo se acostuma.

E quando você usa a soneca isso só piora porque gera um conflito químico no corpo, que se confunde na hora de liberar os hormônios. No chamado relógio biológico, o corpo costuma se preparar de 1 a 2 horas antes de você acordar. As temperaturas vão aumentando, o sono vai ficando mais leve e vários hormônios começam a ser liberados para dar energia.

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Para dormir, o organismo libera a serotonina, que tranquiliza e relaxa o corpo. Para acordar, a dopamina é liberada, dando energia e tirando a sensação de sono. Imagina então como seu cérebro não fica na hora de organizar a liberação dessas substâncias quando você dorme e acorda em intervalos tão curtos.

Sempre que você volta a dormir, seu ciclo de sono se reinicia, e você vai entrando em estágios mais profundos. Por isso que, cada soneca posterior, faz a gente se sentir mais cansado. E aí entramos num ciclo vicioso que pode acabar com o nosso organismo.

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O sono fragmentado, além de não descansar e pode gerar sonolência durante o dia, causa sintomas como irritabilidade, taquicardia, perda de memória e dores. O cérebro não se acostuma com o ritmo da soneca e diminui o tempo de reação, interpretação e atenção do corpo. Sem contar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e depressão.

Para quem está muito habituado, é possível ir cortando o hábito aos poucos. Uma das dicas é colocar uma soneca só, com uma duração de 20 minutos. Segundo uma pesquisa de especialistas do sono da Austrália, não é o ideal, porque ainda é um sono fragmentado, mas reduz os danos em comparação com as sonecas mais curtas e mais frequentes.

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