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Sem medo do preconceito, estes 5 músicos brasileiros têm fortalecido a causa LGBT

Os paradigmas rompidos pelo movimento LGBT no Brasil são cada vez mais crescentes, principalmente no campo artístico.

Assim como no cinema e nas artes plásticas, a música também tem estimulado cantores e cenas criativas no espectro da MPB: das influências do brega paraense ao rap engajado, há expressões multifacetadas em prol de um discurso que, antes de tudo, valoriza a igualdade de gênero.

Confira os 5 principais músicos dessa frente:

Rico Dalasam

Diretamente de Taboão da Serra, em São Paulo, o rapper de 26 anos é o principal representante brasileiro do ‘queer rap’, movimento que ganhou força nos Estados Unidos nos últimos anos com os rappers Lil’ B e Mikky Blanco. Suas canções falam sobre aceitação e sexualidade de forma pessoal – na pele de um rapaz negro e gay. Seu EP “Modo Diverso”, lançado em 2015, é uma espécie de perfil do músico, com hits como “Aceite-C” e “Não Posso Esperar”.

Jaloo

Antes de fechar com o produtor Carlos Eduardo Miranda, em 2014, Jaloo já havia levado o tecnobrega a outro patamar com suas versões de “Back To Black” (Amy Winehouse) e “I Feel Love” (Donna Summer), que traziam um pouco do brega e do carimbo ao universo pop. No ano passado ele lançou o disco de estreia, “#1”, pelo selo Skol Music – também sob tutela de Miranda.

Liniker

De Araraquara, interior de São Paulo, o jovem de 20 anos tem apenas um EP na bagagem. Trata-se de “Cru”, bastante influenciado pelo soul e pela black music brasileira, lançado no finalzinho de 2015. “Tenho uma influência muito forte do samba rock por causa da minha mãe”, contou o músico ao jornal El País. Entre as influências, ele cita Cartola, Etta James e a polêmica Nina Simone. Há outro artista com nome parecido, Lineker, também engajado nas causas LGBT.

Johnny Hooker

Elogiado por medalhões como Caetano Veloso e Alcione, o pernambucano Johnny Hooker gosta das apresentações fortes, maquiagens e, como ele mesmo diz, “brincadeira com gênero”. “Às vezes [essas coisas] são recebidas com muita falta de respeito”, disse o músico ao Diário de Pernambuco. Aos 28 anos, ele tem dois álbuns na bagagem: “Roquestar” (2011) e “Eu Vou Fazer uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito!” (2015).

As Bahias e a Cozinha Mineira

Assucena Assucena e Raquel Virgínia se conheceram na Faculdade de História da USP (Universidade de São Paulo). Transsexuais, formaram o grupo As Bahias e a Cozinha Mineira abordando temas como feminismo, detratando a sociedade machista e a homofobia. Elas lançaram, no fim de 2015, o disco “Mulher”. “Eu sou uma mulher trans, independentemente de ter feito ou não cirurgia”, disse Raquel ao portal RBS. “Na minha cabeça é inconcebível que isso seja relevante. O que eu sou é a minha posição política. Coloco-me na sociedade dessa forma. Independentemente de certas regras para classificação de gênero”.

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