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20 anos depois: 7 fatos sobre "Roots", clássico do Sepultura

sepultura 1996
Divulgação

“Roots” é a supremacia do metal. Para muitos, o melhor disco do Sepultura, embora fãs apaixonados discutam sua qualidade com o também essencial “Chaos A.D.” (1993).

Um dos principais marcos do disco é seu teor ‘experimentalista’: a banda testou novas formas de gravação, cruzou com outros gêneros, chamou músicos fora do circuito heavy metal para colaborar…

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Naquela época, o Sepultura ainda contava com sua formação clássica, com Max Cavalera (voz e guitarra), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr. (baixo) e Iggor Cavalera (bateria).

Em comemoração aos seus 20 anos de lançamento, confira 7 fatos sobre “Roots”:

#1 Melhor banda de metal

https://www.youtube.com/watch?v=F_6IjeprfEs“Roots” é considerado por muitos críticos como o auge do Sepultura. Apesar da banda brasileira ter conquistado a audiência internacional com “Chaos A.D.” (1993), foi com “Roots” que provou ser a melhor banda de metal do nosso país.

#2 Crítica pra tudo quanto é lado

https://www.youtube.com/watch?v=Rjdvthd6pF0O disco dispara porradas para tudo que é canto: eles criticam o totalitarismo em “Dictatorshit”; criticam a escravidão ainda existente em “Roots Bloody Roots”; criticam a antiga gravadora (Epic) em “Cut-Throat”. Enfim, todas as 17 faixas contêm críticas.

#3 Tribo indígena

https://www.youtube.com/watch?v=iBF1VmGAvgcO disco foi gravado com a tribo indígena Xavante, nativos da Aldeia Pimentel Barbosa, do Mato Grosso. Os músicos pintaram o corpo inteiro, interagiram e participaram de danças típicas, influenciando na direção do disco. Lá, eles registraram “Itsári”, com cantos dos indígenas em meio a violões. "Ao invés de ir para Disneylandia, todo mundo devia vir aqui, conhecer isso primeiro, para depois viajar para outros lugares", disse Max Cavalera.

#4 Gravações

https://www.youtube.com/watch?v=irEjWGEqSyoApesar das declarações de Max, o disco foi gravado em Malibu, na Califórnia, num estúdio com diversas aparelhagens clássicas. Eles chegaram a gravar em um cânion cinzento, para captar a essência do ‘ao vivo’. Quanto ao produtor Ross Robinson, famoso por seus trabalhos com Korn, Slipknot, At-Drive In, entre outros, assumiu que foi a gravação de “Roots” que “solidificou minha carreira como produtor musical”.

#5 ‘Raízes africanas’

https://www.youtube.com/watch?v=UnNbdRPYKkkExplorar a música brasileira a fundo, por uma banda de heavy metal brasileira, pode ser uma contradição. O fato é que inserir elementos das raízes musicais nesse gênero é algo mais complicado do que se imagina. Por isso, “Roots” é referência de como os elementos de cá, principalmente a força das percussões, impacta no resultado final. “A explosão desse processo veio com o “Roots”, em que focamos nas nossas próprias raízes, africanas, dos escravos e, também, indígenas”, disse o guitarrista Andreas Kisser à Vice.

#6 Até Carlinhos Brown participou

Entre as colaborações do disco estão Mike Patton (Faith No More) e Jonathan Davis (Korn). Mas, o que ninguém jamais imaginaria: a participação de Carlinhos Brown na clássica “Ratamahatta”. “Mais que um álbum, afirma a espiritualidade na música, como um conteúdo a mais, que transcende a letra e a melodia”, disse Brown.

#7 Último disco da formação clássica

https://www.youtube.com/watch?v=0Sl5-Cl6LOoInfelizmente, “Roots” seria o último disco do Sepultura com a sua ‘formação clássica’. No final de 1996, o vocalista Max Cavalera anunciaria sua saída da banda, para formar a Soulfly. Por conta disso, ele ficou sem se falar com o irmão Iggor Cavalera por mais de uma década. Atualmente, eles já se falam e mantêm o Cavalera Conspiracy, enquanto o Sepultura, de sua formação original, conta apenas com Andreas Kisser.