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O que acontece se atirarmos com uma arma no espaço?

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Stamatoyoshi/iStock

Dos diversos filmes já lançados retratando a atmosfera – de “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968) a “Interestelar” (2014) – nenhum imaginou como seria usar uma arma de fogo em órbita.

Muito dificilmente isso vá acontecer no futuro, mas alguns físicos e astrônomos já estudaram essa possibilidade.

Uma bala na atmosfera

Existe uma diferença básica entre atirar na Terra, ou em órbita, no espaço. Primeiramente, o tiro sairia como uma fumaça expansiva, em busca de um alvo que muito certamente não atingiria.

Nessa situação, deve-se levar em conta a terceira lei de Isaac Newton: a força exercida sobre a bala vai dar uma força à arma e pra quem está segurando ela.

Assim, quem atirou vai acabar sendo impulsionado pra trás. Se a bala da arma percorrer uma velocidade superior a 1.000 metros por segundo, o indivíduo vai percorrer bem mais lentamente na direção oposta, por conta do peso da massa corporal.

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Dovgaliuk Igor/Shutterstock

Quanto à bala, ficará em órbita pra sempre, “porque o universo se expande mais rapidamente que a velocidade da bala em atingir um grande amontoado de massa”, explicou ao LiveScience Matija Cuk, astrônomo da Universidade de Harvard (EUA).

Caso o universo não se expandisse, os dois átomos por centímetro cúbico da bala fariam com que demorasse pelo menos 10 mil anos-luz até que ela atingisse algo.

Planeta em órbita

Quando se está próximo de um planeta em órbita, os objetos em torno dele permanecem em constante estado de ‘queda livre’. Num determinado local, ao atirar horizontalmente, dependendo da altitude, a bala pode voltar pelas suas costas. É como se ela acompanhasse o movimento de rotação do planeta.

“Atirar para que a bala volte pela parte de trás funciona, em princípio, se você atirar uma bala no horizonte a partir do topo de uma montanha lunar, em mais ou menos 1.600 metros por segundo”, calculou Cuk.

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CSA-Printstock/iStock

Arma em Júpiter

Algo curioso pode acontecer se você disparar uma arma em Júpiter. O físico da Universidade College London Robert Flack diz que o enorme campo gravitacional do planeta pode fazer com que a bala seja sugada. “Júpiter é tão grande, que ele vai capturar a bala e, em seguida, seguir um caminho curvado para baixo do planeta”, explica.

Isso pode fazer com que a bala adquira vapor. Então, a munição atingiria incríveis 60 quilômetros por segundo, mas numa direção diferente da que foi mirada.

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