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A razão da "solteirice" pode estar nos seus genes

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Já se perguntou se a causa da “solteirice” poderia estar em nossos próprios genes?

Em todas as famílias há uma tia solteirona ou um primo que, apesar de jovem, vive sozinho. Todo o fim de relacionamento é a mesma coisa: perguntamo-nos se o nosso fim é ficar iguais a esses parentes...

Embora muitas pessoas desfrutem, e muito, da solteirice, ela está entre os maiores medos de muitas outras pessoas. Mas será que alguns humanos estão realmente destinados à vida de solteiro?

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A ciência vem descobrindo que existem fatores psicológicos e genéticos que podem influenciar nisso de forma determinante.

Solidão, um problema moderno?[[{"fid":"1003592","view_mode":"default","fields":{"format":"default"},"type":"media","link_text":null,"attributes":{"class":"media-element file-default"}}]]

Todo mundo se sente só de vez em quando, mas algumas pessoas realmente sofrem com isso, podendo se sentir isoladas durante anos, mesmo que estejam rodeadas de amigos e familiares.

Estes indivíduos se veem tão atingidos pela solidão, que chegam a ser menos saudáveis que o resto dos mortais. A ciência está tentando explicar os motivos de algumas pessoas desfrutarem da solidão enquanto outras a temem profundamente. E, embora alguns especialistas ainda não estejam totalmente de acordo, a resposta para isso pode estrar nos genes.

Em 2005, um grupo de pesquisadores da Universidade Livre de Amsterdã e da Universidade de Chicago analisaram dados de 8.000 gêmeos idênticos e não idênticos para determinar quais diferenças existiam em suas respostas à solidão, e descobriram que a genética tinha uma influência significativa em seus comportamentos.

O isolamento é uma necessidade biológica[[{"fid":"1003591","view_mode":"default","fields":{"format":"default"},"type":"media","link_text":null,"attributes":{"class":"media-element file-default"}}]]

O estudo sugere que a necessidade de ficar só pode ter origem na pré-história, quando os caçadores-coletores se isolavam dos demais para não ter que compartilhar sua comida. Isolar-se de seu grupo e permanecer só durante certo período de tempo garantia que eles ficassem mais bem alimentados e, assim, teriam mais chances de sobreviver.

Além disso, cada comunidade necessitava de indivíduos com certo “desapego social”, que poderiam sair para explorar e, assim, manter o grupo sempre alerta e seguro.

Os especialistas pontuam que esta estratégia teve um lado negativo, já que estas pessoas isoladas desenvolveram uma pré-disposição para a ansiedade, hostilidade, negatividade e para o afastamento social.

O estudo demonstra que, para alguns indivíduos, a solidão é uma necessidade biológica tão real quanto a necessidade de comer e dormir e, por isso, não seria lógico pensar que se pode ajudar os eremitas somente mudando o seu entorno.

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A solidão tem sido, por séculos, musa inspiradora de canções, poemas e todo tipo de histórias. Muitos a consideram como o grande mal do nosso tempo e a causa da infelicidade de milhões de pessoas.

No entanto, a solidão é mais antiga do que parece e pode ser muito gratificante quando aprendemos que não precisamos de ninguém, além de nós mesmos, para realizarmos nossas vontades.