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Do Orkut à TV, conheça os 10 maiores fracassos do Google

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Getty Images

Na conferência Google I/O 2015, realizada em 28 e 29 de maio, em São Francisco, o Google fez anúncios importantes voltados para aplicações de seus produtos. Uma das novidades é o isolamento do Google Photos da rede social Google +.

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É comum que a empresa altere ou abandone alguns dos serviços que testa. O mais recente produto que não ‘vingou’ foi o Google Glass. De acordo com reportagem do New York Times, Sergey Brin, cofundador do Google, pressionou para que a equipe do Google X, que estava desenvolvendo o protótipo dos óculos, lançasse o Glass ao mercado o quanto antes pelo alto valor de US$ 1.500. Os usuários que adquiriram reclamaram de riscos de saúde, segurança e, principalmente, privacidade.

Além do Google + e Google Glass, a empresa teve problemas com outros produtos a ponto de encerrá-los completamente.

Veja 10 empreitadas que se tornaram um fracasso para a empresa:

Google TV

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Era pra ser uma plataforma de software com suporte das marcas Sony, Logitech e DISH. A ideia era reunir a experiência de assistir televisão, usar o navegador (Chrome) e ter aplicativos à disposição. O maior entrave foi o preço: nos Estados Unidos, a Logitech, que desenvolveu o aparelho físico, manteve o preço em US$ 299 – enquanto a rival desenvolveu a Apple TV, serviço menos completo, mas com valor mais atrativo: US$ 99. Diante do fiasco, o Google reformulou o conceito e criou o Google Chromecast, com preço bem mais em conta - no Brasil, custa em média R$ 199, antes os mais de R$ 300 da Apple TV.

Google Buzz

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Antes do Google consolidar o Plus como a sua rede social, desenvolveu outras formas de integrar seus produtos. O Google Buzz foi uma de suas famosas empreitadas. Agrupando imagens, links, vídeos e atualizações de status, acabou confundindo os usuários ao mesclar todas essas informações com a Caixa de Entrada do Gmail. As alegações de que os usuários corriam o risco de ter informações pessoais vazadas contribuiu para a debandada geral. Restou ao Google encerrar o serviço, em 2011.

Google Vídeo

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Antes de comprar o YouTube por US$ 1,6 bilhão, o Google tinha desenvolvido uma plataforma própria de exibição de vídeos. Uma de suas principais funcionalidades era armazenar vídeos extensos, de mais de 1h de duração – algo que o YouTube ainda não dispunha. Antes de ser ‘deletado’, a empresa tentou transformá-la num serviço de aluguel de vídeos, mas acabou engolida pelo streaming on-demand oferecido pelo Netflix. Em 2012, saiu do ar e todo o seu conteúdo foi transferido para o YouTube.

Google Wave

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Trazer uma nova experiência ao usar o e-mail. Esta foi a inovação que o Google Wave prometeu e, de fato, trouxe. A possibilidade de interagir em tempo real ao redigir o texto mostrava o interesse do Google em juntar a informalidade dos programas de bate-papo com o uso do e-mail. Ao convidar os primeiros usuários para testar a ferramenta, veio a surpresa: quase ninguém quis usar, e os poucos que quiseram, acharam complicado demais. A plataforma teve ‘vida curta’: durou de 2009 a início de 2012.

Orkut

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A derrocada do Orkut é o caso mais conhecido de fracasso do Google. Os usuários brasileiros exerceram papel crucial nesse episódio: se antes a rede criada pelo turco Orkut Büyükkökten era a preferida, o ‘boom’ do Facebook entre 2010 e 2011 mudou o cenário. Houve, também, pouco interesse por parte do Google em desenvolver novas aplicações na rede social que garantissem a permanência dos mais de 40 milhões usuários brasileiros. Mesmo trocando logotipo e criando novas formas de interatividade, o fim foi inevitável: em outubro de 2014, o Google encerrou completamente o Orkut e deu a possibilidade de os antigos usuários baixarem o conteúdo de seus perfis através do Google Takeout.

Google Reader

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Muitos blogueiros e jornalistas ficaram tristes com o fim do Google Reader. Sua principal função era agregar sites e blogs da preferência do usuário a partir dos feeds. Isso possibilitava uma visão panorâmica da atualização dos sites e blogs selecionados, servindo como uma ferramenta útil para acompanhar novidades sobre os assuntos de interesse. O motivo da derrocada? Simples: um dos proprietários do Google, Larry Page, não via o Google Reader como prioridade e estimulou seus engenheiros de software a focar em produtos do Android, Google Chrome e Google +. O serviço ficou fora do ar em 2013.

Google Answers

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Faça uma pergunta e pague, para ter uma resposta. Com essa premissa, o Google esperava pegar o filão do Yahoo Respostas e oferecer um serviço de credibilidade. Além do entrave de ter que pagar, quando o serviço foi lançado, em 2002, havia muita ressalva por parte dos usuários de usar a internet como forma de pagamento. Resultado: mais serviços gratuitos de pergunta e resposta foram lançados, e o Google Answers ficou parado no meio do caminho. Encerrou as atividades em 2006.

Google Lively

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Por volta de 2007 o Second Life tornou-se uma febre: a ideia de ter uma vida totalmente virtual, com simuladores e, inclusive, vida digital, chamou a atenção não apenas dos usuários, mas do Google. Daí, veio a ideia de criar o Google Lively, que possibilitava a interação com avatares online pelos navegadores Firefox e Internet Explorer (a empresa ainda não havia desenvolvido o Chrome). A desvantagem do Lively é que não possibilitava a comercialização de produtos, uma das principais novidades do Second Life. Isso não tornou o produto atrativo para possíveis investidores e menos ainda para as pessoas. Com pouca adesão, funcionou apenas entre julho e novembro de 2008.

Google Nexus One

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Para competir no mercado de celulares, o Google juntou-se à marca HTC e desenvolveu o Nexus One, um dos melhores aparelhos de sua época, em 2010. O grande atrativo era a possibilidade de utilizar recursos alternativos aos oferecidos pelas operadoras, como o Google Voice. No entanto, a empresa restringiu suas vendas aos Estados Unidos, Hong Kong, Cingapura e Reino Unido a um preço bem alto: US$ 530. Além do mais, a empresa teve problemas em oferecer suporte, o que irritou os consumidores. Em julho de 2010, o Google decidiu encerrar as vendas do Nexus.

Dodgeball

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Antes de Dennis Crowley criar o Foursquare, desenvolveu o Dodgeball, plataforma que facilitava o encontro de pessoas conhecidas em uma mesma região através do celular. O Google comprou essa ideia em 2005, e Crowley chegou a trabalhar na empresa, junto com o cocriador da ideia, Alex Rainert. Quando saíram, o projeto minou aos poucos, até perder toda a força por volta de 2009. O Google tentou aproveitar o nicho com o Google Latitude, mas o serviço também foi por água abaixo, em 2013.