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Natalie Portman estreia como diretora com forte discurso político

[[{"fid":"1001426","view_mode":"default","fields":{"format":"default"},"type":"media","link_text":null,"attributes":{"alt":"Natalie Portman estreia como diretora e discurso político forte","title":"Natalie Portman estreia como diretora e discurso político forte","class":"media-element file-default"}}]]Natalie Portman se diz muito chateada com a reeleição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A atriz, nascida naquele país, estreia como diretora com “A Tale of Love and Darkness” no Festival de Cannes, na próxima semana. O filme é baseado nas memórias de Amos Oz, um escritor, jornalista e advogado que trabalhou para solucionar o conflito Israel-Palestina. Ainda não há previsão de estreia no Brasil.“Estou muito, muito chateada”, afirmou a atriz e diretora, em entrevista ao Hollywood Reporter. Ela escreveu o roteiro, todo em hebraico, e filmou em Jerusalém. “Eu sou muito contra Netanyahu. Contra. Estou muito chateada e decepcionada que ele foi reeleito. Acho os comentários racistas dele horríveis. Entretanto, eu não – e quero enfatizar isso – eu não quero usar meu discurso do jeito errado. Sei que há pessoas que ficam famosas e depois cagam em Israel falando com a imprensa estrangeira. Eu não. Não quero fazer isso.”Casada com o bailarino e coreógrafo francês Benjamin Millepied, que conheceu nas filmagens de “Cisne Negro” em 2010, ela vive em Paris. Perguntada se sente incômodo pelo antissemitismo na França, é taxativa. “Sim. Me sentiria nervosa se fosse um homem negro vivendo neste país. Ou me sentiria nervosa em diversos lugares se fosse muçulmana”, afirma, tentando colocar o preconceito contra outras raças ou reiligiões no mesmo patamar da perseguição aos judeus.