5 coisas sobre o câncer de mama e o Outubro Rosa que você precisa saber

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Médicos e cientistas estavam preocupados com o aumento dos casos de câncer de mama. Por isso, pressionaram o Congresso norte-americano a criar uma ação para prevenir e combater a doença. Então, na década de 1990, instituíram o mês de outubro como Outubro Rosa. (A cor, no caso, foi escolhida por conta do laço cor-de-rosa lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. na realização da primeira Corrida pela Cura, em Nova York.)

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Diversas entidades daquele país criaram ações para prevenção do câncer, prática que, felizmente, se espalhou pelo mundo (à medida que o câncer de mama, infelizmente, também aumentava).

Visto que o câncer de mama atinge, em sua maioria, as mulheres, “a popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno de tão nobre causa”, como diz o site outubrorosa.org.br.

Conheça 5 fatos sobre o câncer de mama e o Outubro Rosa que você tem que saber:

#1 Idade das mulheres

O câncer de mama atinge majoritariamente as mulheres após os 35 anos. Sua incidência é ainda maior especialmente depois dos 50. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, os casos da doença aumentam 25% a cada ano. A estimativa é que, em 2015, mais de 57 mil pessoas foram detectadas com câncer de mama.

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#2 Fatores de risco

Não existe um fator de risco específico para o câncer de mama. Fatores endócrinos e relativos à história reprodutiva - como menstruação precoce (antes dos 12 anos), menopausa tardia (depois dos 55), primeira gravidez depois dos 30 ou mesmo o fato de não ter filhos - podem contribuir para a contração do câncer de mama. Ingestão de bebida alcoólica e sobrepeso após a menopausa também são fatores de risco a elas. Além disso, a predisposição genética é considerado um grande risco para se ter câncer de mama.

#3 Câncer de mama metastático

Quase 50% dos diagnosticados com câncer de mama descobrem a doença em estágio avançado. O estágio metastático é a etapa em que o câncer se espalha para outros órgãos do corpo, como ossos, pulmões, fígado e cérebro. “O risco do câncer de mama retornar e gerar metástase varia de pessoa para pessoa e depende muito da biologia do tumor e do estágio em que ele se encontra no momento do diagnóstico”, explica o Instituto da Mama do Rio Grande do Sul. Pelo menos 30% dos casos de câncer de mama ‘evoluem’ para a fase metastática.

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#4 Tratamento complexo

Devido aos avanços da medicina, há tratamentos para controlar o tumor do câncer de mama metastático. No entanto, os medicamentos são caros, as terapias são muito complexas e somente poucos hospitais particulares dispõem da tecnologia desses tratamentos. Há, porém, uma petição que pede para que o SUS também passe a realizar esses tratamentos, que garantiriam mais tempo de vida e menor índice de efeitos colaterais. A petição circula online – clique aqui para conhecer.

#5 Homens também podem ter câncer de mama

Além das mulheres, os homens também estão vulneráveis ao câncer de mama. Eles são mais raros – representam cerca de 1% dos casos. Não existe rastreamento do câncer de mama em homens, mas o próprio paciente deve suspeitar se tiver um nódulo próximo à aréola, e consultar o médico. Nos Estados Unidos, a média de detecção do câncer de mama nos homens é aos 67 anos (as mulheres, 61).

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